Mais um português em destaque na História Mundial. Parabéns António Guterres!
A História assume-se como uma área do conhecimento que prepara os jovens para a capacidade de formar pontos de vista fundamentados, partindo de uma perspetiva crítica, que atende ao espaço, ao tempo e ao contexto, à inferência, à interpretação, à multiperspetiva. Amaral & Barca, 2009
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quarta-feira, 5 de outubro de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
As mulheres: a grande revolução esquecida do 25 de Abril
No regime deposto em 1974, nada na lei distinguia já brancos de negros ou de qualquer outra etnia. Mas as mulheres tinham um estatuto diferente. Saibam porquê neste artigo.
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Almada na revolução de abril
O Dr. Alexandre Flores, grande conhecedor da História da Cidade de Almada, publicou os seguintes textos na sua página de Facebook. A importância histórica dos factos tornam imprescindível a sua leitura.
ALMADA NA HISTÓRIA - Figuras e factos
ALMADA NAS VÉSPERAS DA REVOLUÇÃO DE 25 DE ABRIL:
I. A Costa de Caparica e o "Movimento dos Capitães", em 5.XII.1973
No concelho de Almada, terra orgulhosa das suas tradições progressistas, vai ocorrer na então freguesia da Costa de Caparica, (ver imagem da época), uma das reuniões conspirativas, levadas a cabo por alguns militares contra o regime do «Estado Novo».
Alguns sectores das forças armadas tinham iniciado, desde o verão de 1973, -- (não obstante algumas contestações já sentidas no seio de jovens oficiais de carreira, como a do então Alferes Andrade da Silva, em 1972), -- uma conspiração militar como forma de protesto contra a publicação de dois decretos que tentavam suprir a falta de oficiais milicianos, beneficiando-os. Considerando-se prejudicados , os oficiais de carreira, sobretudo capitães, organizam-se em defesa dos seus direitos, através de uma reunião que visava levar o Governo a revogar aqueles diplomas. Esta reunião evolui de um protesto cooperativo para um "movimento" que procurava uma saída para o problema colonial, através de vários contactos e reuniões, como as de Évora (em 9 de Setembro e 6 de Outubro de 1973), a de S. Pedro do Estoril (24 de Novembro), a de Óbidos (1 de Dezembro) e a da Costa de Caparica (5 de Dezembro). A guerra e a questão colonial juntam-se a outros factores, transformando-se depois numa questão política, pondo-se a hipótese de derrubar o Governo do Professor Marcello Caetano por um golpe de Estado.
O "Movimento dos Capitães" estrutura-se, em 5 de Dezembro de 1973, numa reunião realizada na Costa de Caparica, numa vivenda pertencente a um familiar do Capitão Pinto Soares, e é eleita a primeira «Comissão Coordenadora», cuja direcção é entregue a Vítor Alves, Vasco Lourenço e Otelo Saraiva de Carvalho. «Ficam ligados à direcção, Hugo dos Santos e Pinto Soares, Vasco Gonçalves, Eurico Corvacho, Tomás Ferreira e Ataíde Banazol também assistem à reunião. Segundo o Coronel Vítor Alves (então Major), a importância da reunião na Costa de Caparica «só pode ser avaliada quando vista integrada no conjunto de todas as outras. Ela representou o verdadeiro início da organização do Movimento. Mas não foi mais que um degrau da escada, que subida em menos de um ano, nos conduziria primeiro à liberdade e depois à democracia».
(Alexandre M. Flores)
Anotações históricas publicadas no livro: «Poder Local Democrático, um Património do Povo: os primeiros anos da democracia: da Comissão Administrativa às primeiras eleições autárquicas (em Almada)», sob a coordenação geral de Alexandre Flores e Ângela Luzia, e outros colaboradores. Edição da C.M.A., 2013, pág. 11.
-- Imagem: vista parcial da Costa de Caparica. Reprodução do postal editado pela Comissão Municipal de Turismo de Almada, início da década de 1973 (coleção de Alexandre Flores).
II. Almada e o "Movimento dos Capitães" (de Janeiro até à noite do dia 24 e na madrugada de 25 de Abril de 1974):
Os capitães prosseguem o processo e, em conjunto com oficiais ligados ao General António Spínola, preparam o golpe militar. A partir de Janeiro de 1974, o "Movimento" organiza comissões que estruturam a acção e um programa com os seus objectivos. A exoneração dos generais António de Spínola e Costa Gomes pelo Professor Marcelo Caetano veio dar força àqueles que, dentro do "Movimento", acreditam num golpe militar que, restaurando as liberdades cívicas, permitisse a tão desejada solução para o problema colonial. Promovem-se outras reuniões, já com a presença de oficiais da Marinha e da Força Aérea, sendo a última realizada numa residência em Cascais. Depois de um levantamento militar fracassado, em Março, conhecido por «golpe das Caldas», o "Movimento" prepara a operação militar que vai por fim ao «Estado Novo».
Nesta fase conspirativa, e clandestinamente, o movimento popular e democrático de Almada liga-se, através do médico José Malheiro e do operário João Raimundo, a sectores militares que preparavam a Revolução a qual não foi, portanto, um acontecimento que tivesse surpreendido alguns democratas do concelho de Almada, na madrugada de 25 de Abril.
Na noite do dia 24 e na madrugada de 25 de Abril de 1974 decorre a operação «Fim de Regime», de acordo com o plano previamente definido depois das canções - senhas transmitidas («E Depois do Adeus», de Paulo de Carvalho, cerca das 23 horas, e a «Grândola Vila Morena», de José Afonso, hora e meia mais tarde), as unidades militares saem dos quartéis para cumprirem, com êxito, as missões que lhes estavam destinadas: ocupação das estações de Rádio e da RTP, controlo do aeroporto e dos quartéis - generais das regiões militares de Lisboa e do Norte, cerco dos ministérios do Terreiro do Paço, entre outras acções planeadas.
Destas unidades desloca-se, em direcção ao concelho de Almada, uma coluna militar da Escola Prática de Artilharia, de Vendas Novas, composta por duas forças comandadas pelos capitães Oliveira Patrício (à frente de uma bateria com seis secções de bocas de fogo) e Mira Monteiro (com uma companhia de artilharia de quatro pelotões com funções de infantaria), que ocupam, pelas sete horas da manhã de 25 de Abril, as imediações do santuário do Cristo Rei. A bateria, atrás referida, tem como principal objectivo bater em tiro directo qualquer coluna militar afecta ao Governo que tentasse atravessar a ponte sobre o Tejo, ou qualquer navio hostil que manobrasse no estuário do Tejo, e em tiro indirecto para outros objectivos pré-preparados. Uma outra coluna militar de viaturas do Regimento de Cavalaria n.º 3, de Estremoz, comandada pelo Capitão Alberto Ferreira, surge, com algum atraso em relação à hora prevista, na Cova da Piedade, que, depois de ir ao encontro dos militares instalados no Cristo Rei, vai juntar-se às tropas comandadas pelo Capitão Salgueiro Maia, em Lisboa. O Destacamento de Fuzileiros e o Grupo n.º 2 de Escolas da Armada da Base Naval de Lisboa, do Alfeite, juntam-se às forças armadas.
(Alexandre M. Flores)
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-- anotações citadas no livro: «Poder Local Democrático, um Património do Povo: os primeiros anos da democracia da Comissão Administrativa...em Almada», sob a direcção geral de Alexandre Flores e Ângela Luzia, e outros colaboradores, CMA, 2013, pág.11.Ver também outros trabalhos, como: Alexandre M. Flores - «Almada Antiga e Moderna», vol. III, Almada, CMA, 1990, páginas 193 e 194; Idem, «Almada: das origens à elevação a cidade»,, Almada, 1994, pág. 36; «Antes do 25 de Abril: Spínola mantinha ligações secretas com o PCP», "Outra Banda", A. IV, n.º 83, 21 de Abril de 1994, páginas 1 e 3; Rodrigo Junqueira - «Almada na Revolução de 25 de Abril», in "Outra Banda", A. IV, n.º 83, sup. especial, 21 de Abril de 1994, p. VII; «Memória Viva de há vinte anos», "Margem Esquerda", Almada, n.º 0, Abril de 1994; Alexandre Flores e António Policarpo - «Arsenal do Alfeite; contribuição para a História da Indústria Naval em Portugal», Laranjeiro, Junta de Freguesia do Laranjeiro, 1998, páginas 171, 174 e 180.-- Imagem: coluna de militares no Cristo Rei, Pragal. Reprodução da foto cedida por Oliveira Pinto, para ser publicada no livro, atrás referido: «Poder Local Democrático...», pág.14.
III. Almada e o "Movimento dos Capitães" (no dia 25 de Abril):
Uma força da companhia de artilharia do Capitão Mira Monteiro recebe, no Pragal, pelas 15.15 h., do dia 25 de Abril de 1974, a missão de se deslocar à Casa de Reclusão Militar (Trafaria), -- com a presença do Tenente Andrade da Silva, (este militar que, sob o seu comando assaltara, pelas 22h e 55` da noite do dia anterior e com a senha para iniciar a revolta, ou seja, com a canção de Paulo de Carvalho -- «E Depois do Adeus», o gabinete do comandante da EPA, de Vendas Novas, acabando por serem detidos o comandante e o 2.º comandante, por razões de segurança, antes da saída das duas colunas, pelas 3 h da madrugada de 25 de Abril, com 400 homens, em direcção ao Pragal, concelho de Almada), -- a fim de libertar os oficiais: o Tenente-coronel Almeida Bruno, os majores Monge e Casanova e o Capitão Varela, entre outros, ali detidos, acusados na implicação de16 de Março, conhecido por «Golpe das Caldas». Esta força fez-se reforçar de uma secção de artilharia guarnecendo um obus 8,8 cm em que, depois de cercado o forte, entrou em posição de frente ao portão principal. Ordenada a rendição, o portão foi aberto. Segundo o Relatório da EPA (Escola Prática de Artilharia), durante a acção foram detidos na área vinte e quatro elementos da GNR, e levados para o Cristo Rei. Os oficiais libertados, escoltados por forças da companhia de artilharia, seguem para Lisboa. Pelas 16 horas da tarde, do dia de 25 de Abril, foi dada uma outra missão à companhia de artilharia para cercar e ocupar o Regimento de Lanceiros 2 (Polícia Militar, Ajuda, em Lisboa). Ao fim da tarde, o Comdte. Costa Correia (com o Primeiro-tenente Vargas de Matos, que se deslocara ao Cristo Rei), vai comandar uma força dos fuzileiros para a rendição dos agentes da PIDE/DGS na sede da Rua António Maria Cardoso. Muitos populares ovacionam a Marinha, fazendo com os dedos o símbolo V de vitória.
Neste dia 25 de Abril, vários cidadãos de Almada ligados à resistência à Ditadura do «Estado Novo» dirigem-se para o Café Calhambeque, em Almada, e para a Cervejaria Guadiana, na Cova da Piedade, dois locais de convívio e discussão política, onde saíram alguns comunicados clandestinos de oposição democrática ao regime, distribuídos em vários pontos do concelho. Pelas onze horas da manhã, alguns destes resistentes realizam uma reunião nas instalações das Escolas do Clube Desportivo da Cova da Piedade, sitas na Rua das Salgadeiras. Ainda existiam interrogações em relação à natureza da acção militar, se era executada pela esquerda ou pela extrema-direita militar. Depois, aquele grupo reúne-se, pela tarde, na "Escola das Barrocas", aberta a todos os cidadãos. Dada a falta de espaço nesta Escola, o plenário é transferido para a Sociedade Filarmónica União Artística Piedense. Aqui é sugerida a ideia para que os presentes se dirigissem para o morro do Cristo Rei, onde se dão as primeiras manifestações populares de solidariedade no apoio aos militares, levando mantimentos. Raúl Costa e António da Silva Coelho encarregam-se do fornecimento de pão fresco.
A propósito desta solidariedade dos almadenses, importa citar as palavras do Coronel (então Tenente) Andrade da Silva: «Espero que Almada, ela própria, o povo de Almada sintam a maior honra e orgulho por terem acolhido uma das maiores forças militares de Abril e celebre a união espontânea e muito forte entre o seu povo e os militares que aconteceu naquele ponto cimeiro do Pragal e, aqui, comemore esta data, este feito com a dignidade e honra que este maior acontecimento da história de Portugal, do seu Povo e das gentes do Pragal/Almada merece, reclama e exige como comportamento certo, ético, civilizacional e de amor à Pátria».
(Alexandre Flores)
anotações históricas citadas nos trabalhos: «Poder Local Democrático...», coordenação geral de Alexandre M. Flores e Ângela Luzia, Almada, CMA, 2013, pág. 13; «Missão 25 de Abril 74: (re)alvorecer da dignidade de ser português. O dia inteiro não cumprido», da autoria de Andrade da Silva, in "Anais de Almada", n.º 17, 2014, CMA, pág.354; «Breve história do 25 de Abril em Almada»(texto polic.), da autoria de José António Lopes (Zal), AACA, 2004,páginas 2 e 3.
-- imagem: coluna de militares da EPA em Almada, no dia 25 de Abril de 1974. Reprodução das fotos cedidas por Oliveira Patrício para serem publicadas no referido livro «Poder Local Democrático...», pág. 16.
sábado, 2 de abril de 2016
40 anos da Constituição da República Portuguesa aprovada em 1976
"A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista. Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa. A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do País. A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno."
É assim que começa o texto da Constituição da República Portuguesa aprovada a 2 de abril de 1976.
E os textos constitucionais anteriores? O professor Fernando Rosas explica-nos tudo aqui.
terça-feira, 14 de julho de 2015
14 de julho de 1789 - a Tomada da Bastilha em França
A Tomada da Bastilha é de um grande simbolismo, com a maior parte dos historiadores a atribuírem a este episódio o início da Revolução Francesa, embora ela tivesse sido iniciada, em termos políticos e ideológicos, dois anos antes. A Tomada da Bastilha representa a passagem de um poder a outro, do poder aristocrático e da corte ao do povo e da burguesia. Contra a coroa ergue-se doravante o povo e os seus representantes, para quem o poder está nas assembleias. A revolta da burguesia, a que se junta a oposição camponesa, leva ao desmoronamento do antigo regime. A partir da Tomada da Bastilha nada ficará como antes.
Anónimo - Prise de la Bastille
http://www.infopedia.pt/$tomada-da-bastilha
segunda-feira, 22 de junho de 2015
O Padrão do Chão Salgado
Os Távoras eram uma antiga família portuguesa que remonta à época medieval. A sua ascendência é atribuída a Ramiro II, rei de Leão, bisavô de Rosendo Hermiges, senhor da beetria de Távora. O título de marquês de Távora foi criado em 1669 e foi atribuído a Luís Álvares de Távora. Com este título distinguiu-se ainda, entre outros, D. Francisco de Assis de Távora, a quem D. João V nomeou vice-rei da Índia. D. Francisco regressou a Portugal em 1754, mas a sua presença não agradou ao marquês de Pombal, que era hostil à alta nobreza. Num episódio que ficou famoso pela sua crueldade, Pombal viria a mandar executar D. Francisco, a esposa e os dois filhos a 13 de janeiro de 1759, acusados de atentar contra a vida do rei D. José. Confiscou-lhes ainda os bens e fez extinguir o título nobiliárquico dos Távoras.É neste contexto que é erguido o Padrão do Chão Salgado em Belém, cuja história é contada aqui.
As imagens foram retiradas da Internet e o texto redigido com base nas informações retiradas do artigo com a seguinte referência bibliográfica:
in Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2015. [consult. 2015-06-22 10:55:49]. Disponível na Internet:&http://www.infopedia.pt/$tavoras
segunda-feira, 15 de junho de 2015
O primeiro rei de Portugal
Encontrei esta animação sobre a vida de D. Afonso Henriques. Partilho-a convosco. Para ficarem a saber um pouco mais sobre o fundador da nossa nacionalidade.
quarta-feira, 10 de junho de 2015
A bandeira de Portugal: mais do que um pedaço de pano, um pedaço da nossa História.
E no dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, aqui fica a história de um dos símbolos do nosso país: a bandeira portuguesa.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
1 de dezembro de 1640 - Restauração da Independência de Portugal
O golpe palaciano de 1 de dezembro de 1640 foi o resultado de uma conspiração de nobres e letrados que se vinha preparando havia muito tempo. O movimento libertador do domínio espanhol acabou por realizar-se um pouco precipitadamente por imposição das circunstâncias, visto que o duque de Bragança tinha sido chamado a Madrid e com a sua partida ficaria a faltar um chefe capaz de assumir as responsabilidades do golpe.
As reuniões de fidalgos realizavam-se já no palácio de D. Antão de Almada, ao Rossio, assistindo a elas o Dr. João Pinto Ribeiro, um dos cérebros da revolta, que tratava dos negócios do duque de Bragança em Lisboa, mantendo a ligação entre este e os conspiradores. Assim, na manhã de 1 de dezembro, inúmeros fidalgos introduziram-se no Paço Real, ocultando as armas sob as roupas, e, por volta das nove horas, a um sinal de D. Miguel de Almeida, assaltaram subitamente o palácio, derrubando tudo quanto se lhes tentou opor. Rebuscaram a sala do secretário Miguel de Vasconcelos e, encontrando-o escondido num grande armário de madeira, assassinaram-no sem qualquer troca de palavras. Tendo atirado o corpo pela janela para a praça, lançaram depois sobre ele algumas peças de prata, salvas, castiçais, doces e queijos, para atrair a massa popular, que olhava de longe, desconfiada. Imediatamente, inúmeros mendigos se lançaram sobre ele e, estimulados pela gulodice, entraram no palácio, saqueando-o totalmente.
Entre o início do assalto e a proclamação do novo rei, D. João IV, que se encontrava no Palácio de Vila Viçosa, mediou apenas um quarto de hora, durante o qual se deu a queda de todo um regime e se restaurou a independência nacional.
O grupo de nobres e letrados que deu origem ao golpe sabia poder contar com a adesão popular. Todavia, não recorreram ao povo para a realização dos seus intentos. Assim, logo após o golpe, foi designado um governo provisório incumbido dos assuntos mais urgentes até que D. João IV chegasse a Lisboa. Para esse governo foram escolhidos os arcebispos de Lisboa e Braga, bem como o inquisidor-geral D. Francisco de Castro, que, tendo-se recusado a aceitar o cargo, foi substituído pelo visconde D. Lourenço de Lima.
De toda a parte, chegavam notícias de que a revolução tinha obtido um êxito completo e fulminante. No entanto, D. João IV teria ainda de enfrentar diversos problemas de maneira a confirmar o movimento restaurador: por um lado, obter o reconhecimento da independência de Portugal e, com ele, o da sua realeza; por outro, arranjar alianças suficientemente fortes para oferecerem uma garantia efetiva contra as arremetidas de Espanha, que se esperavam logo que este país conseguisse libertar-se das lutas que travava na Europa e da insurreição catalã. Apesar disso, a abundante literatura político-jurídica entretanto surgida encarregou-se de demonstrar a legitimidade da Restauração, a fim de obter o reconhecimento pelas outras potências e a fortalecer a nova autoridade em Portugal.
http://www.infopedia.pt/$primeiro-de-dezembro-de-1640
sábado, 25 de outubro de 2014
Horário de Inverno
Hoje, às duas horas os nossos relógios deverão atrasar uma hora. Entraremos no horário de Inverno. Porquê?
Poderão saber o motivo aqui.
Poderão saber o motivo aqui.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Era uma vez o Homem
A série Era uma vez o Homem... tem um episódio dedicado às grandes transformações que ocorreram nos vales férteis. Que tal darem uma espreitadela?
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Pinturas rupestres - As Grutas de Lascaux em França
As grutas de Lascaux (França) foram descobertas em 1940 e contêm dos melhores exemplares de arte pré-histórica do mundo.
Consistem numa caverna principal e várias galerias magnificamente decoradas com gravações de desenhos e pinturas de animais.
Entre as pinturas mais significativas encontram-se as que representam três grandes auroques a atravessar um rio.
Devido ao estilo das pinturas e aos animais representados, e depois de concluídos os testes de datação, chegou-se à conclusão de que teriam sido pintadas entre 15 000 e 13 000 a. C.
Grutas de
Lascaux. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult.
2014-10-08].
Disponível na
www: <URL: http://www.infopedia.pt/$grutas-de-lascaux>.
Estas grutas têm um site na Internet que permite fazer uma visita virtual. Sugiro que espreitem aqui.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Para saber mais...
A censura durante o Estado Novo
Nesta ligação, conseguem aceder à lista dos livros censurados pelo Estado Novo.
http://www.vidaslusofonas.pt/livros2012.htm
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Para saber mais...
O Julgamento de Nuremberga
O Youtube disponibiliza um filme protagonizado por Alec Baldwin, intitulado "O Julgamento de Nuremberga". Aqui fica a ligação.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Para saber mais...
Humberto Delgado
Assinala-se hoje o 49º aniversário da morte de Humberto Delgado, um português, antifascista, candidato à Presidência da República durante o Estado Novo. Numa conferência de imprensa realizada em 10 de Maio de 1958 no café Chave de Ouro, em Lisboa, em plena campanha eleitoral, quando questionado sobre o que faria a Salazar, então Presidente do Conselho, caso vencesse as eleições, prontamente respondeu: "Obviamente demito-o!".
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
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