A História assume-se como uma área do conhecimento que prepara os jovens para a capacidade de formar pontos de vista fundamentados, partindo de uma perspetiva crítica, que atende ao espaço, ao tempo e ao contexto, à inferência, à interpretação, à multiperspetiva. Amaral & Barca, 2009
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domingo, 6 de outubro de 2013
sábado, 5 de outubro de 2013
A Portuguesa
“A PORTUGUESA”
Foi no contexto do Ultimato inglês a Portugal (1890) que surgiu
a canção "A Portuguesa", com
letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil, a qual foi, desde
logo, utilizada como símbolo patriótico e também republicano. Na sua primeira
versão, e atendendo ao contexto em que foi escrita, onde hoje se diz "contra os canhões", dizia-se
"contra os bretões", referindo-se
à necessidade dos portugueses erguerem a sua voz contra a vontade inglesa de
tomar os territórios que Portugal ocupara (a questão do mapa cor-de-rosa). Em 31
de janeiro de 1891, na primeira tentativa (falhada) de implantação da República,
a canção foi apresentada como a opção dos republicanos para hino nacional.
Proibida então pelo regime monárquico, viria a substituir o Hymno da Carta (hino nacional desde maio
de 1834), como hino nacional após a implantação da República em 1910, sendo
reconhecida como símbolo nacional pela Assembleia Nacional Constituinte em 19
de junho de 1957.
A versão oficial que se mantém até à atualidade, foi aprovada
em Conselho de Ministros a 16 de julho de 1957.
5 de outubro de 1910 - A implantação da República
Por decisão superior e por tempo indeterminado, o dia de hoje deixou de ser feriado nacional. Como se trata de uma data fundamental na nossa história, não quisemos deixar de a recordar.
A implantação da República
No dia 5 de Outubro comemora-se mais um aniversário da
Implantação da República em Portugal. Almada foi notícia por ter sido dos
primeiros concelhos a apoiar a revolução e a mudança de regime quando, na
madrugada do dia 4 de Outubro de 1910, desfraldou a bandeira republicana nos centros republicanos escolares «Elias Garcia»
e «Capitão Leitão», na Câmara, na Administração do Concelho e no alto do Forte
de Almada.
Contextualização:
A viragem do século XIX para o século XX foi marcada pelo
desagrado relativamente ao governo monárquico e pela vontade de mudar o regime
político em Portugal. O descontentamento com a monarquia e com o rotativismo
político já vinha de longe, mas a situação agravou-se em 1890, quando D.
Carlos, recém-chegado ao trono, foi confrontado com o Ultimato Inglês, no qual a
Inglaterra exigia que Portugal abandonasse os territórios africanos do mapa cor-de-rosa.
Portugal cedeu, atitude vista pelos portugueses como uma
humilhação nacional e uma derrota para o rei D. Carlos e para a monarquia portuguesa.
O descontentamento generalizou-se e os apoiantes do republicanismo tiraram
proveito situação e intensificaram a propaganda.
No dia 31 de janeiro de 1891, teve lugar no Porto a primeira
tentativa de implantação da República. Embora reprimida e fracassada, esta
tentativa alertou a monarquia para a fragilidade do regime. O rei reagiu, convidando
João Franco a assumir funções governativas. A ditadura instalou-se e a contestação
aumentou, culminando numa tentativa de golpe de estado organizada pelos
republicanos lisboetas a 28 de janeiro de 1908. O golpe fracassou e os
responsáveis foram condenados ao exílio nas colónias.
O 31 de Janeiro de 1891
A situação vivida no país, obrigou a família real,
ausente no Alentejo, a antecipar o regresso a Lisboa. No dia 1 de fevereiro de
1908, D. Carlos regressou e, ao atravessar o Terreiro do Paço, foi assassinado
juntamente com o príncipe herdeiro, Luís Filipe.
Manuel Buiça e Alfredo Costa foram
detidos e acusados de regicídio, ato do qual os republicanos se demarcaram.
Viagem ao dia do regicídio
D. Manuel, o filho mais novo, assumiu o poder, e, numa
tentativa de acalmar a agitação em que o país se encontrava, demitiu João
Franco e formou um novo governo. A ação republicana não parou…
D. Manuel II
A implantação da República:
A mudança de regime dar-se-ía no dia 5 de outubro de 1910 graças não só à ação do Partido Republicano, mas também ao trabalho desenvolvido pelos centros republicanos junto da população. Almada foi um dos primeiros municípios a proclamar a República. No dia 4 de outubro de 1910, a população reuniu-se em Cacilhas com alguns dirigentes republicanos e partiram de fábrica em fábrica, pela Margueira, Mutela, Caramujo, Romeira e Cova da Piedade, à procura de mais apoio, particularmente dos operários. Dirigiram-se à Câmara Municipal, à Administração do Concelho e ao Forte, em cujos mastros as bandeiras da monarquia foram substituídas pelas bandeiras dos centros republicanos.
Na manhã de 5 de outubro de 1910, José Relvas, Eusébio Leão e outros membros do Diretório do Partido Republicano Português, na varanda da Câmara Municipal de Lisboa e perante milhares de pessoas, proclamaram a República.
José Relvas proclama a República na varanda da Câmara Municipal de Lisboa
No mesmo dia, o Rei D. Manuel II e a família real, embarcaram na praia da Ericeira com destino a Gibraltar, seguindo depois para Inglaterra.
D. Manuel II - o exílio
Para saberem mais, que tal espreitar este vídeo?
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A Implantação da República
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